sábado, 19 de janeiro de 2008

E continua a arrastar-se...

Não podia crer no que me estava acontecer! O meu primeiro trambolhão em Londres tinha sido com o D.Carlos! Epa..isto parece mal! Andar aos trambolhões com o D. Carlos...não era uma coisa que eu quizesse, até por que ele é detentor de uma beleza espantosa! Pronto. Não vou ser mázinha. Ele levantou-se, olhou para mim como se fosse uma bosta de cão que havia acabado de pisar e apenas pediu: "Oh! God! I´m sorry!", e seguiu em frente. Sir?? Sir Charles?? Não vejo nenhum! Até por que eu continuava sentada no chão especada a olhar para a recepcionista que me olhava como se eu tivesse cometido um crime qualquer! Nem me ajudou a levantar o senhor Carlos! É incrivel...
- Vai se levantar ou vai ficar aí até passarem por si todos os ministros estrangeiros?- Atrás de mim, soou uma voz. Olhei. Era um empregado lá do hotel, todo vestidinho de vermelho. E falava português!Estendeu-me a mão e eu aceitei a ajuda.
- Obrigada. É incrivel como...
- Não se lamente muito- disse ele- Ele pode fazer o que quizer...
-Pode? Só se for consigo, por que comigo ninguém faz farinha! Que parvalhão!- O rapaz começou-se a rir- E ainda por cima tem a lata de se rir na minha cara??
- Desculpe- disse entre risos- mas já não ouvia "parvalhão" à muito tempo!- Cromo. Compus-me mais uma vez olhei para ele e por cima do seu ombro, ao longe, vi o estupor do Carlos a engatar sei lá quem. Foi então que perdi a minha postura de senhora e gritei o seu nome aos altos berros. Já estava chateada, depois com o incidente com o reizinho...defenitivamente os Carlos fazem-me a vida negra. Foi então que empurrei o rapaz com toda a força para o lado e ia-me a atirar ao Carlos quando fiquei presa. Está tudo a correr tão bem!!! Adoro Londres!! Boa!O meu cabelo comprido, desgrenhado, despenteado ficou agarrado aos lindos botões dourados da farda do rapaz, que, depois de tentar desembaraçar deseperadamente o meu cabelo da farda dele, reparei que se chamava Peter. Quando finalmente acabou o "desembaraço" e procurei novamente para o Carlos, ele já não estava lá. E não valia a pena procura-lo no hotel. Ele tinha-me ouvido gritar, ele sabia que ia apanhar e por isso já estava a milhas.
- Ai que ódio! Se eu apanhar aquele Carlos, eu não sei o que lhe faço!
- Eu se fosse a si tinha calma- Disse lá o rapaz do hotel- ele é influente aqui no sitio...
- O Carlos?
- Ah, pois. Não me diga que não sabe quem ele é!
- O Carlos já aqui esteve mais vezes?
- Várias vezes, em várias ocasiões, com os homens dele e tudo!
- O Carlos já cá esteve e trás homens cá para dentro?- Disse eu agora chegando mais perto e falando baixinho para o rapaz.
- Sim, sim- disse ele- É normal! Ele pode! Ele é o futuro rei de Inglaterra!- Odio. Estúpido. Cromo. Pensei em dizer algo inteligente, juro que pensei, mas só fechei os olhos por instantes, olhei para ele e virei costas, determinada a ir para o meu quarto esperar o Carlos, o meu Carlos, não o orelhudo de Inglaterra. Mas, isso não foi tarefa fácil.
-Parece que os seus cabelos gostam da minha farda,senhora!
-Ainda bem- disse fazendo um sorriso amarelo enquanto ele os desembaraçava- antes eles que eu.

domingo, 13 de janeiro de 2008

E a história arrasta-se

Finalmente o avião aterrou e para além de ter praticamente arrastado o Carlos, que não queria deixar a sua nova paixão, não tivemos grandes problemas em sairmos do aeoroporto. Insta~´amo-nos num hotelzinho barato, mas acolhedor. Como o Carlos nunca foi grande coisa a falar inglês fui eu que tratei de tudo e rapidamente estavamos no quarto (uma suite nupcial pois era o único quarto disponivel). Depois de pousarmos as malas deitei-me sobre a cama e adormeci instantaneamente, enquanto o Carlos se bezuntava com os seus cremes de beleza de uma marca chamada "Bela adormecida" ou coisa do género (bastante apropriado).
Quando acordei já eram duas da tarde. levantei-me um pouco zonza, por isso fui à minha mala procurar as minhas aspirinas. Mas alguma coisa estava mal:
-Ora, eu estou em Londres ... para... aaaa ... passagem de ano e vim com ... aa ... bic ... o CARLOS???
Vasculhei o quarto, fui aos corredores, acordei alguns vizinhos, que não percebiam o que dizia pois anadava a praguejar em português até, que sem mais nem menos, tropecei numa besta qualquer e caí redonda no chão! Pois essa besta era o D. Carlos ... não aquela grande bicha que só me dá dores de cabeça mas sua real alteza o príncipe Carlos de Inglaterra. Vocês poderão dizer que eu estaria a sofrer dos efeitos das "bebidas que provocam alegria" (como eu lhes chamo pois não me considero alcoolica) mas era mesmo ele! Era ele! Aquelas orelhas são inconfundiveis!!!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Continuação da história...


Ano Novo vida nova, certo? Então por que não começar logo o ano noutro país? Foi o que pensei quando o Carlos me veio com a conversa de irmos passar o ano novo a Londres...
- Londres? Porquê Londres?
- Porquê? Queres ficar aqui perdida no meio de gajos bêbados que pegam nos carros depois de trinta mil cervejas, ou queres ir para Londres e ficar perdida no meio de gajos ingleses bebados que pegam nos carros depois de trinta mil cervejas?- As justificações do Carlos são geniais!
- Carlos, isso não faz sentido...Não estou preparada para viajar!
- Oh, cala-te! O que é que te deu? Pareces a minha avó!
- Obrigada.
- De nada. Vá lá Olívia!
- Lili.
- Lili!!!! Vamos embora daqui!!!!!- Ele estava realmente empolgado. Mas eu não me sentia bem. Não tenho muita família, quer dizer, não tenho nenhuma, a menos que considerem um padrinho que só vos vê para comer á conta na páscoa e levar uns chocolatinhos foleiros no Natal. A família não me prendia,portanto, a Portugal e... se o Natal já foi tão triste, então e se fosse para a desbunda lá para o país de sua majestade?
- Epa olha que se lixe! Vamos. Como é que é das passagens?- perguntei eu.
- Já comprei!- Podem imaginar com que cara fiquei- Já está tudo feito! Vamos dia 30 de manha!
- Carlos, não me disseste nada! E se eu não fosse?
- Arranjava outra pessoa, amor.- É sempre bom ouvir uma coisa destas saída da boca de um amigo, não?
Partimos então lá para a “bifolandia”, calmos, serenos e com dor de cabeça.
- Ai que borracho...
- Carlos, pára! Ele daqui a nada repara e depois é que são elas!
- Quero lá saber! Olha-me só para aquele porte, para aqueles músculos, para aquele rabiosque...Au! que bruta, Lili! Era preciso bater?- Bem, estar num avião a tentar dormir com o Carlos a falar é mau, mas estar num avião com o Carlos a falar descaradamente sobre o assistente de bordo é ainda pior. Ele apaixonou-se por ele quando este lhe perguntou se queria café. São todos escolhidinhos a dedo, lá isso é verdade, mas não era preciso dizer isso aos altos berros! Ainda por cima os bilhetes que o meu melhor amigo comprou são de classe económica...Eu na classe económica, não sei se estão bem a ver...A paisagem consiste em três lugares: Eu à janela, ele no meio e um simpático velhote no outro assento, que curiosamente estava furioso não se percebendo por quê. Ah! Obviamente seria por que o Carlos se esticava todo por cima do velhote para conseguir tocar na mão do assistente de bordo enquanto este lhe dava o café.
- Hoje não dormes à noite- Disse eu.
- Porquê?- respondeu o meu atrevido amigo.
- Já bebes-te 3 cafés no espaço de 15 minutos...O rapaz veio deu-te um café, quando passou duas pessoas à frente tu fizeste-o voltar atrás e dar-te outro café. Na volta, deu-te outro. O problema nem é tu dormires sabes? Esse nem é o meu problema...o meu problema é o facto de EU não conseguir dormir! Eu mato-te se não parares.
- Estás é com ciúmes! Ele só tem olhos para mim- disse num tom irónico.
- Sim claro...e que tal se fechasses os teus e já agora a boca?
Ele lá se calou. Ficou chateado comigo, mas calou-se. Ficou a ler uma revista feminina que tinha levado e curiosamente o velhote do lado estava também interessado a lê-la. Encostei a cabeça e dando uma última olhadela pela imensidão do céu fechei os olhos e adormeci.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Ano novo vida nova ...

Ano novo vida nova ... é o que se costuma dizer. Mas talvez por estar tão habituada à minha vidinha sem sal pretendo ficar na mesma. Não pretendo deixar de fumar, começar a reciclar e nem sequer vou cortar o cabelo. Para já não percebo o que vai na cabeça das pessoas que fazem esse tipo de resoluções que sabem que não vão cumprir. É isso e as passas, que ninguém me tira da cabeça que foi invenção de algum produtor que andava à rasquinha e inventou uma peta que toda a gente segue religiosamente. Mas falando um bocadinho mais de mim ... chamo-me Olivia Teixeira, mas como acho o meu nome realmente bimbo e uso o nome de Liliana Gouveia. Não perguntem porquê mas parece-me bem. Mas continuando, eu considero-me até uma pessoa bastante simples, quando deixei de me preocupar com o sexo masculino mais de metade dos meus problemas terminaram. Agora dedico-me a fazer o que quero e bem entendo e é verdade que às vezes comporto-me como uma criança.
Tenho um apartamento no Chiado (zona que sempre adorei) e trabalho numa loja perto dos armazéns. É um sitio especial onde encontramos todo o tipo de pessoas. Uma coisa que gosto de fazer é meter conversa com as minhas colegas da women secret (e lá vou às vezes ganhando uns soutiens que ficam no armazém). Não conheço muitos dos meus vizinhos, até por são poucos, mas tenho uma grande amizade com a dona Emília que mora no apartamento em frente do meu. É um pouco surda coitada, vive com o seu gato, vê a Fátima Lopes de manhã a altos berros e à noite é indespensável um disco da Amália Rodrigues. Ela nunca se lembra do meu nome, e de uma maneira ainda bem pois sabem como o detesto.
Tenho alguns amigos mais chegados: a Júlia, que conheço desde pequena, o Carlos António, que conheci num assalto a um banco (não o assaltei claro, nem ele, mas fomos apanhados pelas circunstâncias e quando o vi a retocar a base percebi que iamos ser grandes amigos) e mais recentemente a Lizzy que conheci em Oxford e está a passar uns tempos em minha casa.
Passando para algo completamente diferente ...

Um título por descobrir

Não. Eu não quero ser como o Pingo Doce! Sem cartões nem outras complicações! Quero viver a vida na boa mas não dispenso o meu cartão de crédito...Já que tenho tanto dinheiro por que não usa-lo? Mesmo assim não ligo às verdinhas. Tenho. Uso. E pronto, acabou. "Epa, esta gaja tem dinheiro! Deve ser vá...Empresária, adovogada de sucesso!"...Não, nada disso.Gosto de dizer que sou "recepcionista numa loja de moda". Os que já me conhecem sabem que eu sou o mínimo dos mínimos e, realmente, os meus amigos não percebem como eu consigo aturar tanta gente, ou "aquela" gente. Sim, por que a loja onde eu trabalho é de elite. Upa, upa! Só madames!
Eu sei. Eu podia estar onde que quisesse, mas...Não é bem assim! Eu não sou marrona, não sou “caseira” nem muito menos gosto de tricotar! Fui para Oxford tirar um curso para ser professora de inglês e...acabei por ser “professora” de língua e gestos EM ingleses, se é que me entendem. Epa, pronto, andei lá e não fiz nada, ou melhor, o que fiz não era nada direccionado para o estudo ( para o estudo de professora de inglês). Enfim, acabei numa loja de senhoras ricas que, por acaso, só mesmo por acaso, a dona é uma prima afastada do meu padrinho. Há um tempo que trabalho lá. Não gosto. Aquilo é só moda e só falam de carteiras e blusas e tudo mais. Futilidades inuteis que me ocupam o cérebro em vez de pensar em coisas melhores como...o amor! Oh! O amor! Anda aqui uma pessoa em busca do amor verdadeiro à 23 anos e só me aparecem toscos. Por AMOR de Deus! Não ando à procura do principe encantado e muito menos acho que ele ande à minha procura. Com a sorte que eu tenho, provavelmente o meu principe encantado ou é drogado, ou dança num bar de streep para homens, é o Michel Jeckson, ou gosta de música pimba ou é gay.Cada vez mais me convenço de que o amor é para os tolos. Só os imbecis se apaixonam. Nunca me apaixonei nem tenciono me apaixonar, só me ia trazer desgostos porque com a sorte que eu tenho a treta de se constituir uma família fica para trás. As dezenas de namorados que tive foram meras experiências para chegar a uma conclusão: Não fui feita para amar. Não sei se um deles alguma vez, com certeza por acidente, se apaixonou verdadeiramente por mim mas também não me interessava. Para quê um amor que nunca vai ser amor porque nunca o senti, nem consigo sentir, nem nunca sentirei, quando posso viver completamente sozinha? Dos...hum...esqueçam o número, de namorados que tive lembro-me do nome do primeiro e do último. O primeiro ninguém esquece, o meu, mesmo de verdade, foi o Pedro. Ou terá sido o Cris? Não foi o Tozé...Epa, foi o Pedro.Tinha 15 anos, o resto eram coisinhas passageiras. O Pedro era mesmo giro e inteligente e extremamente sensual e tinha os cromos todos que saíam nas pastilhas, mais os berlindes que ninguém tinha, e toda a uma colecção de miniaturas das garrafas de Cocacola...Ele era mesmo engraçado o rapaz. O último foi o idiota do Fábio Melo, um conhecido do meu padrinho que só porque era doutor, tinha uma bruta quinta e não sei quantos hectares de fruta pensava, vejam só, pensava que podia mandar em mim. Vinha cá bater a uma porta... Mesmo assim suportei-o quase um ano. Era giro e tal, comprava-me umas coisinhas engraçadas... Decidi dizer-lhe que nunca o amei na noite de ano novo. Ficou despedaçado e acabou a noite bêbado até ao último neurónio. Mas pelo menos, isto na minha opinião, começou o ano livre de enganos. Cruel? Eu? Ouvi dizer por aí? Não me parece...
Uma história desencantada (por nós)


Bem, a pedido de muitas famílias, e como são famosas pelas redondezas deste mundo as nossas histórias mágicas e comoventes, vamos deixar aqui, neste fabuloso blog, uma delas. Mas desta vez, e atenção, desta vez, a coisa vai ser séria! Gostamos de escrever e vamos ver no que resulta! Se resultar numa bodega, uma bodega vai ser! Se resultar num livrozeco, seja! Se resultar num bestseller que ultrapasse o Dan Brown, não nos opomos! Vamos dar asas à imaginação e a história que resultar, mesmo que não seja uma bomba e que não seja lido por personalidades como Goucha, pessoa que amamos, não faz mal! Nós gostamos disto!

Ps: Epa, e não nos venham com: " ah!! É tanta coisa para ler! Não vou ler tudo! -.- isso é parvo, ok? Vejam lá...

Comunicado de Maria

Maria está no meio de vós
Caras pessoas ... isto é tudo muito novo para mim. Mas a inexperiência com as novas tecnologias, é compensada com um enorme talento para a parvoíce. Ainda está tudo no começo, mas garanto-vos que ao ler o conteúdo deste blog vão ficar agarrdos ao ecrã, vão passar os melhores momentos das vossas vidas neste espaço ou ... tentam dexcobrir a identidade das gajas que perdem tempo nisto e passam-lhes a mão pelo pelo (no bom sentido, se é que existe um). Têm de perdoar estes primeiros tempos, mas prometo que lá para 2011 nós atina-mos com a coisa.

Pés na terra, cabeças no céu

Bem, então vamos la dar inicio a isto...
No fundo o que é que se pretende com isto? Nada. Não se pretende nada. Podemos dizer que este blog foi criado por revolta a todos os blogs incrivelmete e desajeitadamente patéticos que encontrámos ao longo das nossas vidas. No fundo, este poderá vir a ser um deles! Mas enfim...Foi criado também para encurtar a distancia, para podermos, agora que estamos "mais" separados, falo agora dos membros do blog, continuar a falar mais e mais, para, e como sempre, sonhar alto mas sempre com os pés bem assentes na terra. Agora que penso...vai correr muita parvoeira por aqui! Oh se vai! Mas não faz mal! É isso que nos identifica com os nossos amigos: Cumplicidades, parvoeiras e maluquices.
Poderá ocorrer todo o tipo de lamexices e possíveis histórias imaginárias, ou não, da nossa vida e quiçá da vida de alguém, que, por acaso, até tem uma vida menos triste do que a nossa. Opa, a nossa vida não é triste. Pronto. É só um bocadinho " imcompleta de sensações fortes"...
Força aí!

Jo