sexta-feira, 11 de janeiro de 2008


Um título por descobrir

Não. Eu não quero ser como o Pingo Doce! Sem cartões nem outras complicações! Quero viver a vida na boa mas não dispenso o meu cartão de crédito...Já que tenho tanto dinheiro por que não usa-lo? Mesmo assim não ligo às verdinhas. Tenho. Uso. E pronto, acabou. "Epa, esta gaja tem dinheiro! Deve ser vá...Empresária, adovogada de sucesso!"...Não, nada disso.Gosto de dizer que sou "recepcionista numa loja de moda". Os que já me conhecem sabem que eu sou o mínimo dos mínimos e, realmente, os meus amigos não percebem como eu consigo aturar tanta gente, ou "aquela" gente. Sim, por que a loja onde eu trabalho é de elite. Upa, upa! Só madames!
Eu sei. Eu podia estar onde que quisesse, mas...Não é bem assim! Eu não sou marrona, não sou “caseira” nem muito menos gosto de tricotar! Fui para Oxford tirar um curso para ser professora de inglês e...acabei por ser “professora” de língua e gestos EM ingleses, se é que me entendem. Epa, pronto, andei lá e não fiz nada, ou melhor, o que fiz não era nada direccionado para o estudo ( para o estudo de professora de inglês). Enfim, acabei numa loja de senhoras ricas que, por acaso, só mesmo por acaso, a dona é uma prima afastada do meu padrinho. Há um tempo que trabalho lá. Não gosto. Aquilo é só moda e só falam de carteiras e blusas e tudo mais. Futilidades inuteis que me ocupam o cérebro em vez de pensar em coisas melhores como...o amor! Oh! O amor! Anda aqui uma pessoa em busca do amor verdadeiro à 23 anos e só me aparecem toscos. Por AMOR de Deus! Não ando à procura do principe encantado e muito menos acho que ele ande à minha procura. Com a sorte que eu tenho, provavelmente o meu principe encantado ou é drogado, ou dança num bar de streep para homens, é o Michel Jeckson, ou gosta de música pimba ou é gay.Cada vez mais me convenço de que o amor é para os tolos. Só os imbecis se apaixonam. Nunca me apaixonei nem tenciono me apaixonar, só me ia trazer desgostos porque com a sorte que eu tenho a treta de se constituir uma família fica para trás. As dezenas de namorados que tive foram meras experiências para chegar a uma conclusão: Não fui feita para amar. Não sei se um deles alguma vez, com certeza por acidente, se apaixonou verdadeiramente por mim mas também não me interessava. Para quê um amor que nunca vai ser amor porque nunca o senti, nem consigo sentir, nem nunca sentirei, quando posso viver completamente sozinha? Dos...hum...esqueçam o número, de namorados que tive lembro-me do nome do primeiro e do último. O primeiro ninguém esquece, o meu, mesmo de verdade, foi o Pedro. Ou terá sido o Cris? Não foi o Tozé...Epa, foi o Pedro.Tinha 15 anos, o resto eram coisinhas passageiras. O Pedro era mesmo giro e inteligente e extremamente sensual e tinha os cromos todos que saíam nas pastilhas, mais os berlindes que ninguém tinha, e toda a uma colecção de miniaturas das garrafas de Cocacola...Ele era mesmo engraçado o rapaz. O último foi o idiota do Fábio Melo, um conhecido do meu padrinho que só porque era doutor, tinha uma bruta quinta e não sei quantos hectares de fruta pensava, vejam só, pensava que podia mandar em mim. Vinha cá bater a uma porta... Mesmo assim suportei-o quase um ano. Era giro e tal, comprava-me umas coisinhas engraçadas... Decidi dizer-lhe que nunca o amei na noite de ano novo. Ficou despedaçado e acabou a noite bêbado até ao último neurónio. Mas pelo menos, isto na minha opinião, começou o ano livre de enganos. Cruel? Eu? Ouvi dizer por aí? Não me parece...

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