sábado, 19 de abril de 2008

É mentira, é mentira, é mentira sim senhor!

Olá pessoas,

Isto de comunicar entre as gajas do blog é do caraças, até porque vivemos tão longe, tão longe, que não podemos falar...Digamos que eu moro no norte e ela no sul. Ora bem, como posso argumentar...Não há palavras, nãs as há, porque tudo o que leram anteriormente é mentira, é mentira sim senhor. E se vamos a ver...Hum, como posso dizer...São balelas, pêtas, enfim...A santa que diz ser ela não é! Mas dêm um descontinho, porque, aqui para nós, o deixar as drogas é um processo complicado...Não, eu não disse nada. Peço perdão amiga, só isso, não queria tornar o teu caso público...Apenas concordo com uma coisa! MJB, a velhinha de que falou, pronto, eu também vivi essa experiência e...Fogo, não vou chorar, não vou chorar! Enfim, o que eu quero deixar aqui bem presente é que...Ops, epa, olha, desculpem lá, vai dar a novela, agora não dá jeito...uma beijoca.

Maravilhas para vocês,
Joana

Comunicado de Maria II - A Salvadora da Terceira Idade

Olá ... aqui fala-vos uma das intervenientes deste fantástico blog que parecendo que não é do catano! Bom, gostava de pedir desculpa se a minha colega de parvoice causou algum transtorno com a sua vá ... ahhh ... vocês sabem! A rapariga entusiasmou-se e acabou por dizer uns quantos disparates. Sou claramente contra este tipo de violência gratuita. Sou uma pessoa que respeita os idosos e não consigo de maneira nenhuma rir-me da desgraça alheia (ela vai desmenti-lo de certeza absoluta mas não acreditem).
Decidi vir aqui defender a pobre velhinha que por causa do incidente deve ter perdido a repetição do programa do Malato. Ora acho esta situação lamentável. Pensemos na pobre mulher que se calhar até se dirigia para um encontro com um vizinho viúvo que deseja ardentemente. Com o susto que apanhou provavelmente nem conseguiu aproveitar o belo do bitoque na tasca da esquina. E o comentário ao pobre do chapéu de chuva também foi mauzinho, tá de chuva e o amarelo até está na moda.
Eu até sou daquelas que gosto tanto, tanto, tanto de velhinhos. Acho que são pessoas extremamente carinhosas, atenciosas e têm um cheirinho bastante agradável a sabonete e pó talco (excepto claro os incontinentes).
Aliás só me lembro de um incidente com uma velhinha em toda a minha vida: mjb. Velhinha é simpático já que a senhora aparenta ter andado na escola primária com o menino Jesus (sendo que já era repetente quando este entrou para o primeiro ano).
Com isto, espero que continuem a visitar o nosso humilde blog e desculpem a minha colega de parvoíce, estava claramente sobre o efeito de algum tipo de ... coisa.
Maria

Uma velhota com garra e um chapéu de chuva amarelo

Hoje esteve um radioso dia de chuva. É agradável ouvir, enquanto estou em casa, os trovões, chegar à janela e ver um arco-íris, ouvir a chuva a cair, as mil e uma travagens dos carros, a voz da minha porteira ,que, ecoa por toda o prédio, a resmungar devido ás pegadinhas das pessoas que moram no prédio, enfim...como amo os dias de chuva, my darlings. Vou confessar: Hoje não estou parva. Epa, é complicado, eu sei. Quem já me conhece é capaz (capaz!) de ficar supreendido, mas na realidade não estou. A Maria, deste marijoana, sim, já se perguntram: Mas como se chamaram estas musas da parvalheira que escrevem aqui? Por que razão marijoana? Eu respondo com toda a franqueza que nos chamamos Clotilde e Elizete e vocês ficam felizes! Bom, mas contiunando, como diz, ou dizia uma amiga minha, já não a vejo à canos, a Maria é capaz (é capaz) de ficar desmoralizada...Mas peço já aqui desculpa! A chuva não me dá pa maluqueira, pelo menos é o que parece, e já que acordámos escrever "o que quizessemos", então pronto, fico à vontade. Porra, pa...Já escrevi tanto e não escrevi nada, no fundo. Este título que pus tem a ver com uma situação que hoje aconteceu comigo e com o meu pai: Iamos atropelando uma velha. Bom! Não iamos. Ok, iamos mesmo. Opá, se formos a ver do nosso ponto de vista, a velha safava-se! Mas do ponto de vista da velha...Não estou aqui a cascar no idoso, meus caros, atenção! Mas ri-me muito e pensei: Tenho de por no blog esta cena. Epa, eles não devem achar muita piada a isto, mas olha, que se lixe. A verdade é que aqui na minha terrinha as ruas são muito a subir ou muito a descer, depende, neste caso era a descer, e ainda para mais com a chuva, o carro desliza...A sacrista da velhota ia a passar na passadeira e nós iamos no carro, nem muito depressa nem muito devagar! Mas ao parar-mos na passadeira a velha, que ia acompanhada por uma senhora, talvez de meia idade (que se tivesse um buraquinho se escondia na altura), levanta o braço (naquele momento pensei que fosse fezer uma cena tipo Matrix...), na mão tinha um chapéu de chuva amarelo (ranhoso), pára no meio da estrada e começa a esbracejar! Pensava que isto so acontecia nos filmes, nas comédias, mas não...A velha ficou no meio da estrada ainda uns segundos a gritar para o meu pai, que ria desalmadamente, e penso que foi isso que enfureceu a idosa, que continuava ali...de perninhas magricelas, com chapéu na mão a gritar! Nós parámos! Não fizemos mais nada! Nem de longe a atropelavamos, credo! Mas a idosazita lá ficou com medo que lhe desfizessemos a permanente imaculadamente branca e ali ficou...Eu? Eu ria-me também, era impossivel não rir. Quando, finalmente, se decidiu a atravessar a passadeira, o meu pai avançou e ainda tivemos tempo de ouvir de longe, com uma voz fininha e esganiçada um "parece qué parvo!". Rimos ainda mais. É tão bom rir. Não se deve rir dos outros (e eu aqui a dar lições de moral), mas...Isso não se aplica muito ao espírito marijoana, agora que vejo. Enfim, já vamos mesmo parar ao inferno, pelo menos aproveitemos a vida! E é isto. Foi demasiado estúpido? Então olhem, governem-se com outra coisinha!

Maravilhas para vocês,
Marijoana

quinta-feira, 17 de abril de 2008

New look

Queridas pessoas,

Mudámos esta coisa. Vamos mudar. A vida muda. Não vamos alterar a nossa parvoeira, mas, sim, aumentá-la! Vamos aparvalhar como se não houvesse amanhã! Vamos escrever o que nos der na real gana.
- Então e mais uma maravilhosa história, comovente e inquietante, não?- perguntam vocês.
- Quiçá!- respondemos nós, marijoana, a bombar- Não sabemos o que vamos comer amanhã. Não sabemos o que vamos escrever amanhã. Não sabemos o que nos passa na cabeça amanhã ou daqui a um minuto! É uma incógnita! Como a vida! É a vida!
Estejam atentos porque prometemos (nesta campanha eleitoral que é a vida- ui, isto hoje está bonito!), escrever todos os dias, ou quase todos os dias. Sim, vamos ser mais certinhas! Prometemos, para além disso, paz no mundo, pão para os pobres e pastilhas elásticas com sabor a pêssego. Sejam felizes e não fumem.

Comprimentos,

As gajas que postam aqui.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Um final sangrento

Que complicação. Ao meu lado tinha novamente aquele velhote que foi connosco para Londres. Pobre velho. Pobre de mim. Pobre António. Tomei a liberdade e esperteza de colocar no café que a hospedeira trouxe para o Carlos, um calamte que o pôs a dormir a viagem toda. Eu ia à janela e não sei porquê fui algum tempo a chorar. O que é que eu deixava para trás afinal? Nada de mais! Um ano novo fantástico, uns embaraços com o meu melhor amigo, umas peugas do Carlos dentro da gaveta da cómoda (olha, pronto, lembrei-me agora, lá ficaram. Paciência), e que mais? Umas aulas de tango com umas ancas "rotativas", um bom hotel, um fogo de artifício magnífico e...e um amor. Um amor que ficou lá...Não sei bem onde, porque pode estar num cabeleireiro, num bar de hotel, ou onde for...Mas está lá, longe, em Londres, no país onde os taxistas são simpáticos e levam patadas de pessoas estúpidas como eu. Que estúpida. Eu bem disse que o amor era para os tolos. Eu sou tola? Que confusão. Enfim, só quero mesmo voltar para a minha vidinha de alfacinha, sem sal nem pimenta sem qualquer tipo de especiaria...O Carlos não estava a falr mas ressonava alto no avião. Que sina a minha. O velhote do lado compunha a orquestra e ressonava que nem um boi também. Está escrito: Nunca vou ser feliz. Que tristeza, que lamexices que escrevi para aqui, que ódio de mim mesma e de todo o tango que dancei e de ter saído de Portugal. A culpa é do Carlos! Deixa-o acordar que já vai ver!! Coitado. Eu droguei-o. Não lhe vou dizer nada. Que instabilidade! É disto que estou a falar! Que falta de certeza na vida! Que estúpida!
- Precisa de alguma coisa?- Perguntou o assistente de bordo. Dei graças pelo facto do Carlos estar a olhar para dentro naquele minuto.
- Não, deixe lá, isto passa- respondi. Olha, fui simpática. Estranho.
- Estamos quase a aterrar...Depois já pode descansar melhor.- Disse o moço.
- Muito obrigada.
Pelo menos tinha a certeza de que ia aterrar. E aterrámos. O Carlos dormia com a cabeça no ombro do velho. E o velho estava a ter um sonho bom, porque sorria. Só eu sou esta abécula que não sou feliz nem nos sonhos!
- Acorda mastronço!- disse eu, abanado violentamente o Carlos.
- "Amor I love you! Amor I love you!"- O Carlos acordava a cantar a música da Marisa Monte? Deus do céu....
-Já chegámos a Portugal, vamos embora.- E saímos dali...Estavamos a descer as escadinhas e a dizer adeus ás hospedeiras e eu a sentir que deixava para trás tanta coisa. Mas não fazia mal, não me importa. Assim como assim não ia dar em nada. A minha vida é assim. Entrámos lá na camionetezinha que nos leva para o aeroporto e o Carlos sentou-se logo ao lado do velhote. Acho que aquilo vai ter história. Eu sentei-me onde calhou, ao lado de um homem mal trapilho, com um chapéu foleiro que dizia em letras de várias cores "Algarve", pobre estrangeiro que não sabe onde se vai meter. O dia tava de chuva.
- Tá de chuva- disse-me o estrangeiro, que não era estrangeiro por que falava bem portugues...Mas...
- Está.- disse eu tentando olhar directamente nos olhos dele. A pala do chapéu escondia-lhe os olhos. Até que ele tirou o chapéu...Não podia acreditar! António! António! Tony! A minha primeira reacção foi levantar-me bruscamente do assento, o que me valeu uma queda descomunal! O carro estava em andamento! Eu caí! Parti a cabeça! Mas o António estava ali!
- Então!? Estás magoada! Partiste a cabeça!
- Não faz mal!- dizia eu, enquanto o sangue me caía para a cara- nem um final bonito consigo fazer, tem de envolver sangue! brrr...- António! Eu amo-te!!!!!!- L-A-M-E-X-A-S!!!!!!!! Mas queria lá saber!!
- Eu também!!!- disse ele. As pessoas começaram todas a bater palmas e eu ali com a cabeça a latejar abraçada ao António! E o Carlos? Esse estava também a festejar abraçado ao velhote que secretamente leh roubava o baton de brilho do bolso de trás das suas calças D&G.

Adeus

-Adeus!
Sim! Eu disse mesmo adeus e agora não posso voltar atrás. Fiquei arrependida mas não consegui voltar atrás. não me lembro se quer de ter saído, ido para o taxi e não me lembro se quer de ter chegado ao aeroporto mas o certo é k ja estava dentro do avião!

Ui ui

- Não digas isso.- disse o António.
- O quê?- disse eu.
- O "podemos falar". Isso quer sempre dizer que algo está mal.
- Não necessariamente.
- Isso quer dizer que o que me vais dizer não é mau?- Disse o Tony, António esboçando um leve sorriso.
- Não necessariamente- concluí- António...Vou para Portugal.
-Vais?
-Vamos?- disse o Carlos, todo sujo, a falar com a boca cheia de panquecas. Desprezei-o.
- Vou- disse por fim- Um dia tinha de voltar, não era? E, acho que está na hora. Aliás, nem era para ter vindo para Londres, foi tudo muito repentino.
- Como o que aconteceu connosco...- disse o Toninho. Epa, Toninho não. Chega, estou a enlouquecer.
- Pois, tem de ser...
- Posso ir lavar as mãos à casa de banho?- Rompeu o Carlos no meio do clima. Olhei para o Carlos, estava nojento. Olhei para o António, estava tão bem...Repeti os olhares. Não sabia o que ia fazer...Estava tão nervosa! Eu não sou assim! Que se passa comigo?

Ai ai

Que viajem! E agora chegou o pior ... o António estava à porta.
- Bom dia!
Abriu-nos a porta e reparei que tinha posto a mesa para o pequeno almoço. Ía ser mais complicado do que esperava!
- Obrigado mas nós estamos com pressa! Além disso já comemos no hot...
- Panquecas!
Feito. O Carlos lançou-se ás panquecas e nem os meus avisos acerca das borbulhas o pararam.
Decidi que não devia fugir ao assunto:
- Podemos falar? - ganhei coragem.

Rápido

O Carlos lá se calou um bocado. Tirou logo o seu indespensável espelho da malinha e começou a inspeccionar a borbulha com um ódio vizível.
- Ainda falta muito para chegar?- perguntei ao tipo.
- Não, não estamos quase.
- O senhor não pode acelarar mais um bocado? Estamos com pressa, sim?
- Não posso passar por cima dos outros carros, tenha paciência.
- Ela tá a fugir do chuchuzinho dela, ah pois está...- Carlos. nem liguei abri a janela para entrar um bocadinho daquele ar gelado de Londres. Finalmente chegámos ao aeroporto.
- Adeus...Olhe, adorei falar consigo, estar consigo. É uma excelente pessoa e vê-se que tem bom coração. Felicidades para a sua família, amigos e conhecidos que...- Sim, o Carlos despedia-se desta maneira do condutor do taxi enquanto eu tirava as mil e uma malas dele da bagajeira.
- Vamos embora, Carlos- disse eu.
- Adeus! Adeus, bom homem! Tenha saúde!
- Anda embora, Carlos.
- Adeus! Comprimentos à sua esposa!
- Mexe-te, Carlos.
- Um bom ano para si.
- CARLOS! - rebentei.
- Ai pronto, amor...desculpa.

Só pode ser perseguição!

Pronto era o que faltava! O Carlos encontrou um aleado para me dar cabo do juízo! E claro como a pessoa normal que é o Carlos começou imediatamente a contar tudo sobre mim ao seu novo amiguinhos. Eu nem sou uma pessoa violenta por natureza ... mas rezei que atropelássemos algo ... um caixote do lixo vá!
- Oh menina você devia casar com o rapaz! Parece-me um rapaz 5 estrelas.
- Desculpe mas você nem me conhece e acredite em mim não caia na conversa da bicha!
- Bicha??? Eu sou HOMOSEXUAL! Respeitinho por favor ... a discriminação é uma coisa muito feia! Ai credo uma borbulha!

e la vaiiiiii

Enquanto estava lá fora, à espera do Carlos, só rezava para não encontrar o bailarino, cabeleireiro, barman ou sei lá o que ele mais é...Será que estou a fugir?Hum...sim. Mas ele não é deste mundo. E para além de tudo foi só um impluso, ele nem gosta de mim. Epa, sou tão lamexas que não me aguento. Acabou. Entrei para o taxi. O Carlos ia atrás a por brilho nos lábios e eu ia à frente com o homem...Grande bigodaça, nem parecia um taxista londrino! Parecia mais os nossos " Zés Maneis" aqui do Portugalinho.
- A menina vai tristinha....- disse o bigodão. Era português, estava explicado.
- Não, não vou.
- Ai vai, vai!!!- disse o Carlos enquanto fechava sonoramente a caixinha de blush.- Vai deixar cá o seu chuchuzinho.
-Cala.te anormal- disse.
- Não trate assim o rapaz- disse o tuga.
- Estás a ver, até este senhor me compreende...Ó amor, não há pressa...

Porquê??

-Porquê??? Ainda perguntas? Não achas que já chega ... o que me fizes-te passar!!!! Levanta-te e veste-te! Espero-te lá em baixo.
- Só uma coisa sabes onde estão as minhas piúgas cor-de-rosa?
Fingi que não ouvi ... chamei o taxi e fiquei uma boa meia hora à espera que se despacha-se. Finalmente apanhámos o taxi em direcção à casa do António. O meu plano é chegar, arrumar as coisas e sair o mais de pressa possível. Só quero ir para casa!!

E continua...

O Carlos tinha acordado ( que pena)
- Não podias ficar a dormir para sempre?- disse eu.
- Como a bela adormecida?- disse ele entre os lençois foleiros- oh, quem me dera a mim que depois aparecesse um princ..
- Cala-te. Veste-te.
- Não me lembro de nada de ontem...- "Ainda bem...", pensei...
- Arranja-te va, vamos para Portugal ainda hoje.
- O quê? Porquê, amor?

O que é que eu faço?

Na manhâ seguinte tudo estava calmo. Parecia que nada se tinha passado. O António saiu antes de eu acordar e o Carlos estava a dormir que nem uma pedra (ainda bem). Aproveitei para pensar no que se tinha passado. Não conseguia perceber o que ia pela minha própria cabeça, eu gosto do António mas ...
- Fofa??? Estás aí?