terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O verdadeiro dolce piacere!

O tempo passou, passou e eu molhava as fraldas. As coisas mudaram, mudaram e a mamã mudava-mas. Pessoas casaram, casaram e eu ficava mais gordo. Pessoas morreram, morreram e eu fiquei a chorar. As coisas mudaram muito desde há um tempo para cá. Resumidamente fiz mais dois anos, o papá abriu mais um restaurante, em conjunto com um sócio, e pessoas que existiam deixaram de existir. Já ando sozinho há um tempo, e, por isso, em vez de ir ao colo, fui ao funeral da dona Celestina pelo meu próprio pé. Já passou dois dias, mas não consigo tirar da minha cabeça a cara dela branca como a massa das pizzas. A mãe não queria que eu fosse, outra vez, mas o papa disse que eu tinha de me habituar. Sim, outra vez. A nona morreu a um ano...Pobre nona Belina...Não chegou a ver o seu amor, o russo. Sim, porque esse ainda não apareceu. Último nome que disse foi o dele...esperem, não, foi: "Ahhhh...que me vou! Bóris eu amo-te, amore mio! Ahhh...Ainda há pasta?". Pobre nona, todos ficámos muito tristes com a sua partida. Já estava doente. O médico disse quer era uma coisa qualquer nos pulmões, mas eu desconfio que foi de desgosto de amor, como dizem que morrem os poetas dos livros que leio (ou continuo a ler). Sim, a literatura clássica continua a me interessar bastante. Mas, se se morresse de amor a Regina já tinha morrido seca e dura. Não sei como a coitada se aguenta com uma filha de quase dois anos, sozinha, sem um pai. A Linda, é linda. A miúda tem os olhos da mãe e o cabelito do pai! Loirinha como tudo, russinha como tudo. Não há duvidas que é filha do pai dela. A Regina mora com os Castro, já velhotes, coitados. Acaba por ser de tudo um pouco lá em casa, visto que a Pilar, a empregada partiu para a sua caliente Espanha, levando consigo, sem explicação, o Sr. Pinto, o taxista. Parecia que andavam enrrolados, os malandros...Xi, se a mama me ouve a falar assim bem posso encolher o rabinho...Enfim, as coisas mudaram mesmo, como se pode ver. O Gil, aquele franganote, imagem só, alistou-se na marinha! Ah, pois é...De vez em quando manda postais a dizer onde pára: Argentina, Peru, Brasil...India! Oh, aquele já não pára...
- Mio doce! Guiseppe! Matteo! Ragazzas! Chegou mais um postal do Gil!!- Olha, heis que chega mais um...
- Diga mama! O que diz?
- Eco! Diz assim: Queridos dolcepiacerianos (oh...ma que bello) Estou muito bem na Índia. Pensava que ia correr mundo, pelo mar a fora, mas afinal encontrei o amor. ( AH! Ma que ragazzo! Encontrou il amore! Ma que bello! Ma que bom!- Shhhhh! continua mama!- Eco!) Estou em Goa e logo que pus o pé fora do navio, encontrei aquela que iria ser a minha sheraizard! A minha princesa das mil e uma noites! Ela é bonita! É uma pérola indiana! (-Non há pérola na India!-Papa! Ma deixa a mama continuare, caspita!- Continua, amore mio, scusa!) Chama-se Deva, que quer dizer deusa dos deuses, aqui na Índia. Está à espera de um filho meu, que se vai chamar Krishna Gil, que quer dizer divindade hindu Gil, não é bonito? Só queria você, dona Francesca, provasse as chamuças aqui da minha deusa (maaaaaaaaaaaaaaaaaaaa que beeeello! Temos de o ir visitar!- Mama! Continua!- Eco!), são tão estaladissas e crocantes e...ah! Eu adoro isto aqui! Neste momento estou a ajudar o pai da Deva. Ele tem uma loja de artesanato, ou qualquer coisa assim, e eu ando a pintar umas coisitas para qui, ganho algum, e já economizo para depois dar de comer à Deva e ao pequeno Krishna Gil! A morada vai no envelope, espero que a PIDE não o pape, e quero que venham cá visitar logo que o meu rebento hindu nascer! Vou dando noticias. Beijos e abraços para todos, viva a chamuça crocante! Gil.
-Non credo! Ma que bom!
- Sim, pelo menos esqueceu a Regina- disseram as minhas irmãs.
- Sim, ele também não era homem para ela...- Disse o meu irmão Matteo, o toreiro!Bom, o Gil agora é indiano e o meu irmã é toreiro. Esqueceu aquela foleirice de não dizer a ninguém e não sei quê, porque na verdade toda a gente já sabia, e pimbas! Agarrou o touro pelos cornos! Agora anda pelo país todos a fazer touradas, cheio de miudas atrás, cabelinho apanhado num rabo de cavalo, um colete larilas e umas collants que lhe realçam as nalgas!
- Disses-te alguma coisa carino?
- Non!- Desculpem, era mama, se ela me ouve a falar assim, da-me com a colher de pau. Mas essa é a pura verdade. O meu irmão está de bem com a vida. No outro dia levou uma marrada numa perna, mas nada que já não tivesse sarado. A mama e que anda desesperada. Tem medo que lhe aconteça alguma coisa...Enfim, sorte a dele!
Como disse a mama e o papa abriram outro restaurante. Sim, sim, outro Dolce Piacere, desta vez Dolce Piacere 2! O socio não podia ser melhor:Amadeo, o irmão esquecido de Gil indiano! Sim, o Amadeo sempre teve mais olho para a coisa do que o Gil. Sempre foi mais firme e decidio. Está a frente do DP2 e não há quem o páre! O restaurante, que é do outro lado da rua, está sempre cheio! E o dinheiro é só cair na conta dos Bellini! Eco!
As minhas irmãs estão na mesma, chatas como tudo. Vejam lá que agora andam à disputa para ver qual delas fica com um novo rapazola que apareceu aqui na rua. Aliás, ele vem cá muitas vezes a casa, eu é que não estou para fazer sorrizinhos forçados! E por falar em força...epa...ahh...peço desculpa. Onde é que eu ia? Ah! claro, o rapaz novo cá do bairro. Ele é "sobrinho" do João Silva, o tal inspector metido à besta. Sobrinho, claro...O padre Ilidio continua na paróquia, anda muito doente, mas ainda dá umas missas. Do Quim dos Coices, nunca mais nada se ouviu falar! Dizem que imigrou para a França e que fez um negócio por lá. Dizem também que está de bem com a vida e que manda uma mesada ao irmão, o padre, para ele se sustentar...Quem o viu e quem o vê! Este ano foram só surpresas! Um casamento e dois funerais! Sim, sim, casamentozinho! O mais insolito possivel! O talhante e a peixeira. "ah, não, ve la o que fazes senão digo aos alemães que o teu protegido e judeu", "ah, malandro...vais ver", "ah, cheiras a peixe...", "ah, és cor-de-rozinha", "ah...sua tonta", "ah...seu..."- Casamento. Sim, casaram à dois meses e vivem num casarão na herdade dele, estão podres de ricos. A peixaria e o talho funcionam ainda! Senão como iriam dar a ganhar dinheiro aos pobres dos empregados, entre eles o Ismael que agora tem mais um trabalhinho em mãos? Pois é, o Ismael, o judeu, agora vai ter um Ismael júnior! Supresos? Ainda não. Só vão ficar quando souberem quem é a mama...Tambores, rufos...MELANIE! A francesa! Sim, é ela mesmo. Deixou "a vida", logo que a dona Celestina foi para os anjinhos, em testamento tinha a pensão da velhota, arcou com tudo, remodelou tudo, está um alto luxo, e ficou grávida do judeu. Ele andou lá a ajudar nas obras e então a coisa deu-se.
- Carinoooo! Vamos tumar duche?
- NON!
- Nico! Tens de tomar banho, figlio! Anda a tua mama...
- NON!
- Nico!! Anda cá! Non fujas! Nico...Nico, ondes estás!? Nicoooooo! Caspita! Guiseppe! Encontra o Nico! Ele tem de tomar banho! Nico...Nico, onde estás? Maledeto...- Ufa...A mama ia-me agarrando. Felizmente que nunca me procura dentro do guarda vestidos da nona...Diz que tem saudades. Bom, então pronto: francesa mais judeu vão ter cria. O meu amigo Jean está muito contente, vai ter um irmão, ou uma irmã. Só eu tenho de ser o mais novo da familia...Enfim, as coisas mudam, mudam, mas o russo não há meio de aparecer. Já nem deve aparecer. Deve estar morto já. Pelo menos é o que diz a Panelona, a dona Rosália. Sim, essa ainda cá anda. O marido desapareceu de repente. Os miudos dizem que ela se chateou com ele, cortou-o aos bocadinhos e fez uma sopa. Brrr...que arrepio. Na verdade, a dona Rosália tornou-se uma mulher muito azeda, muito amarga. Andava sempre a cuscar tudo, agora não sai de casa, não faz nada. Está cada vez com mais rugas e veste-se sempre como se estivesse em casa. No outro dia fui com a minha mama à loja dela, comprar uma panela (ah ah ah) e ela estava atrás do balcão, de roupão e chinelos. A mama diz que ela esta a enlouquecer e é o que parece...A Panelona está louquinha! Dantes tinha longas conversas com a dona Pureza, a beata mor, agora nem nunca mais vi essa mulher...As más linguas dizem que ela sempre foi apaixonada pelo Quim, e que foi para a França ter com ele. A verdade é que a casa dela, outrora uma casa de reuniões secretas que nunca se soube a finalidade, agora é uma espécie de bar...gay.
- Nico??? Maledeto! Quando te encontrare levas com a colher de pau nesse mozzicone!
A mama quer me dar com a colher no rabo, eu não disse? Agressiva...Bom, e quem é que está à frente desse bar? Sim! Dário! Está se a sair muito bem, mesmo! Vêm pessoas de todo o...os arredores, ao bar dele! Às quintas feiras à noite ha um show magnifico que ninguém deve perder. Chamam-lhe...Rabestis, penso que é assim. Até gosto de ver, sabem, tem luz, cor, música. E o Dário fica muito bem de cor-de-rosa. A Regina tem uma parte do bar também...Ela ajuda-o a organizar as coisas. Para dizer a verdade, o Dário tem sido um grande amigo da Regina. É o pai que a Linda nunca teve! A Regina disse um dia à mamma que queria comprar uma casa só para ela, lá para Moscardo. Disse que queria ir viver para lá coma Linda e com o Dário. Eu acho bem, ela deve refazer a vida dela e quem sabe encontrar um novo amor! Ups...
- Nico!
- Non! Non! Non quero banho!
- Chega-te para lá!- Já estava todo encolhido, agarrado a uma camisa de noite infestada de naftalina da minha avó, quando abriram a porta do guarda-vestido. Só que não era mama, era russo...Oh, não, lá vamos nós outra vez...Agora já sei falar qualquer coisa! Já passaram doisa anos, ja me posso pronunciar.
- Russo- comecei, enquanto ele tentava fechar a porta do guarda-vestidos por dentro, com a pontinha dos dedos- o que te trás aqui, oh russo? Já não chega de chatices? Olha que tu és chato...Primeiro largas a moça, depois voltas, depois largas, depois..ah, voltas. Vai lá embora de uma vez...já nem a avó está cá!
- Nico! Estás tão crescido...Onde está a dona Belina?
- No céu.
- Oh, lamento...
- É.
- E...a Regina?
- Anda aí com o Dário...Têm um barzito, andam aí com a miúda...
- Oh...eu...não sabia que a Regina tinha tido uma filha...Foi o Gil que...
- Teve, é a Linda. Um amor de miúda!
- Que idade tens agora Nico? Uns...
- Quatro anos. E tu? Quarenta?
- Só passaram dois anos, estou assim tão mau?
- Estás na mesma...ah! E já agora, porque é que estás aqui no armário?
- Porque me estou a esconder.
- Ah, benvindo ao clube...
- Bolas, Nico, tu falas bem...
- Obrigadinha...Mas escondes-te de quem?
- Do mundo...
- Ui, não deve ser pior que a mama...E o que te trouxe aqui novamente?
- Nada de mais...Só queria ver a Regina, pela última vez...
- Tão? - Disse eu, enquanto punha para a boca uma bolinha de naftalina. Pensava que era um daqueles reboçados com o envolcro vermelhito, e cuspi em seguida.
- Andei sempre fugido porque andavam atrás de mim...Dizem que matei a minha família! Mas eu não matei ninguém! Eu juro! Eu amava a minha mulher e os meus filhos...
- Eras casado?
- Sim...A minha mulher e os meus filhos morreram num incendio. Dizem que eu provoquei o incendio e que antes tinha os drogado mas é mentira, percebes Nico, é mentira.
- Percebo, russo...Então mas andas cá e lá e és comunista e não sei quê...No fundo é isso tudo? Andam atrás de ti porque és do partido dos vermelhinhos e porque matas-te a tua familia?
- Não matei ninguém, quam matou foi aquela pan...
- Epa! Vamo lá ver! Foi a Panelona?
- Como sabes?
- Ando a ler um livro de como comunicar telepaticamente...
- Isso não existe em Portugal!
- Sim, eu sei. Adiante: Epa, que bomba. Mas tu conhecias a Panelona?
- Sim, ela era...Minha cunhada (musica dramática).
- Mas ela não é russa.
- Nem a minha mulher era. Ela é uma pessoa má, Nico, mesmo muito má. Eu era rico, tinha tudo e a Rosália só tinha inveja, inveja, inveja! Foi ela que provocou todo o incendio, foi ela que matou a minha família! Tenho andando a tentar encontrar provas, mas ela fez as coisas bem demais, e depois com a ajuda daquele marido fingido...
- E o que pretendes fazer agora?
- Desistir. Vou deixar de tentar vingar a minha família, vou para a Russia, para nunca mais voltar...- Nesse momento fiz beicinho. Eu gosto do russo, e ele é o pai da...
- Ah, russo, é verdade, já me esquecia, desculpa lá, pá...
- Diz, Nico, sempre foste o meu mais fiel amigo...
- A Linda, a miúda da Regina, é tua filha- O russo paralizou. Naquele momento cairam umas coecas da nona na sua cabeça. A nona tinha o habito de pendurar cuecas em cabides e uma delas desfaleceu com o impacto da noticia. O russo não esperou um segundo! Saiu a correr, desceu as escadas do restaurante, a mama gritou "IL RUSSO! NICO ANDA PARA O BANHO!", o papa derramou o molho da polenta, o russo corria rua a fora e foi a casa dos Castro. Bateu à porta e ninguém estava. Correu para o bar do Dário, que se chamava "Bar do Dário", e bateu à porta com toda a sua força. Ouve-se uma voz de lá de dentro, seguido de um choro de bebé.
- Bolas! Ela estava quase a dormir! Dário! Quantas vezes te disse para levares a chaves do bar quando fosses às compras! Tudo eu! Tudo eu! Para a próxima ficas na...- A Regina abre a porta do bar e fica sem palavras. A Linda chorava que se desunhava, ao seu colo- rua...Tu?- pergunta a Regina. O Bóris só tinha olhos para a pequena Linda, super disperta, ao colo da mãe. As pessoas na rua tentavam perceber o que se estava a passar.
- Ela é minha filha, não é?- perguntou o russo.
- Ela...é minha filha- disse a Regina- Por onde andas.te? Sabes como senti a tua falta? Sabes como tive de criar uma filha sem um pai? Vai te embora, não queremos nada contigo...
- Tens de me ouvir, Regina. Eu tenho direitos! Sou pai dessa menina!
- Direitos? Abandonas-te me!
- Regina, tens de me ouvir, peço-te, ouve-me, é uma história muito longa, por favor, por favor!- A Regina lá deixou o Bóris entrar no bar. Ficaram lá o tempo de eu tomar um banho prolongado...Bolas, a mama consegue sempre levar a água ao seu moinho. Quando me punha uma fralda cheirosa, a mama pegou em mim e levou-me rapidamente lá para fora. O caso Bóris, tinha novos desenvolvimentos! Quando cheguei lá fora a policia estava em frente ao bar. Pensei: "Pronto, o russo está frito", mas nem tudo o que parece é...A porta do bar estava aberta, a policia cá fora, iam prender o russo, de certeza! Que porcaria! Por causa do banho perdi metade do espetáculo! Ouve-se gritos e são os gritos da...Panelona!
- Larguem-me! Lar-guem-me! Eu não fiz nada! Eu não fiz nada seus incompetentes! Não vêem que quem matou aquela gente toda foi o anormal do russo? Larguem-me já disse!- A dona Rosália saía agemada de dentro do bar gay! Atrás dela vinha o Dário:
- Pimbaaaaas! Pimbaaaaaaaas! Toma, sua lambisgoia de meia tigela! Pensas que és o quê? Hã? Sua panelona, sua malcriadona, sua ranhosona! Aqui o meu Wolfie descubriu tudo! Pimbaaaaaaaaas! Vai ver o sol nascer quadrado sua quadradona, sua drogarideira ranhosa!- Pelo que percebi o Wolfgang, sim! O "marido" da dona Rosália desmascarou-a! Intregou-a para a policia! Oh! Que escândalo. Ele foi o que falou seguidamente:
- Esta impustoga! Quegias-me tigag todo o meu dinheigo! Agoga toma! Nem me deixavas assumig tal como eu sou! Agoga vou seg feliz! E todo o meu dinheigo vai ser doado aqui paga o meu...amigo Dáguio!
- Oh! Diz outra vez!- pediu o Dário.
- Dáguio!
- Outra vez!
- Dáguio!
- Outra vez! Outra vez!
- Dáguio, Dáguio, Dáguio!- Felicidade! Foi o Wolfgang, que até era boa pessoa, que denunciou a Panelona, quando se apercebeu de que ela apenas queria dinheiro...Como sempre, o dinheiro! A partir dali, o "Bar do Dário", passou-se a chamar "Bar Dáguio", fruto do acordo com o novo sócio, o Wolfgang, a "rainha da noite" das quintas feiras.
A drogaria da Panelona foi fechada e remodelada. Lá, passaram a viver a Regina e o Bóris, agora sem medos, mas mantendo sempre camuflada a bandeirinha do partido vermelhinho no seu coração. A última imagem desta história podia ser, de facto, o russo, a Regina e a Linda felizes para sempre na sua nova casinha, mas prefiro fechar de outra forma. Isto, porque encontrei o amor da minha vida...Sim, eu sei, sou muito novo, tenho apenas quatro anos de vida...Ela tem seis, já, é uma matolona, mas é a princesa dos meus olhos...Ela é, a sobrinha de Wolfgang, uma pequena menina nazi, loira, de tranças grandes e saia axadrezada. Ela corre pelos prados verdes nos arredores de Moscardo e eu vejo-a em sonhos...Ai, como é belo o meu amor. Finalmente encontrei alguém! Andamos os dois na escola, ela na primeira classe e eu na infantil. Olhamos um para o outro e sabemos que os nossos destinos estão cruzados. No outro dia, comemos, às escondidas, um resto de esparguete à bolonhesa com umas almondegas e um molho divinal...Parecia um filme! Ai, ai...Porque afinal, estar com quem gostamos, é o verdadeiro dolce piacere.

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