sábado, 19 de abril de 2008

Uma velhota com garra e um chapéu de chuva amarelo

Hoje esteve um radioso dia de chuva. É agradável ouvir, enquanto estou em casa, os trovões, chegar à janela e ver um arco-íris, ouvir a chuva a cair, as mil e uma travagens dos carros, a voz da minha porteira ,que, ecoa por toda o prédio, a resmungar devido ás pegadinhas das pessoas que moram no prédio, enfim...como amo os dias de chuva, my darlings. Vou confessar: Hoje não estou parva. Epa, é complicado, eu sei. Quem já me conhece é capaz (capaz!) de ficar supreendido, mas na realidade não estou. A Maria, deste marijoana, sim, já se perguntram: Mas como se chamaram estas musas da parvalheira que escrevem aqui? Por que razão marijoana? Eu respondo com toda a franqueza que nos chamamos Clotilde e Elizete e vocês ficam felizes! Bom, mas contiunando, como diz, ou dizia uma amiga minha, já não a vejo à canos, a Maria é capaz (é capaz) de ficar desmoralizada...Mas peço já aqui desculpa! A chuva não me dá pa maluqueira, pelo menos é o que parece, e já que acordámos escrever "o que quizessemos", então pronto, fico à vontade. Porra, pa...Já escrevi tanto e não escrevi nada, no fundo. Este título que pus tem a ver com uma situação que hoje aconteceu comigo e com o meu pai: Iamos atropelando uma velha. Bom! Não iamos. Ok, iamos mesmo. Opá, se formos a ver do nosso ponto de vista, a velha safava-se! Mas do ponto de vista da velha...Não estou aqui a cascar no idoso, meus caros, atenção! Mas ri-me muito e pensei: Tenho de por no blog esta cena. Epa, eles não devem achar muita piada a isto, mas olha, que se lixe. A verdade é que aqui na minha terrinha as ruas são muito a subir ou muito a descer, depende, neste caso era a descer, e ainda para mais com a chuva, o carro desliza...A sacrista da velhota ia a passar na passadeira e nós iamos no carro, nem muito depressa nem muito devagar! Mas ao parar-mos na passadeira a velha, que ia acompanhada por uma senhora, talvez de meia idade (que se tivesse um buraquinho se escondia na altura), levanta o braço (naquele momento pensei que fosse fezer uma cena tipo Matrix...), na mão tinha um chapéu de chuva amarelo (ranhoso), pára no meio da estrada e começa a esbracejar! Pensava que isto so acontecia nos filmes, nas comédias, mas não...A velha ficou no meio da estrada ainda uns segundos a gritar para o meu pai, que ria desalmadamente, e penso que foi isso que enfureceu a idosa, que continuava ali...de perninhas magricelas, com chapéu na mão a gritar! Nós parámos! Não fizemos mais nada! Nem de longe a atropelavamos, credo! Mas a idosazita lá ficou com medo que lhe desfizessemos a permanente imaculadamente branca e ali ficou...Eu? Eu ria-me também, era impossivel não rir. Quando, finalmente, se decidiu a atravessar a passadeira, o meu pai avançou e ainda tivemos tempo de ouvir de longe, com uma voz fininha e esganiçada um "parece qué parvo!". Rimos ainda mais. É tão bom rir. Não se deve rir dos outros (e eu aqui a dar lições de moral), mas...Isso não se aplica muito ao espírito marijoana, agora que vejo. Enfim, já vamos mesmo parar ao inferno, pelo menos aproveitemos a vida! E é isto. Foi demasiado estúpido? Então olhem, governem-se com outra coisinha!

Maravilhas para vocês,
Marijoana

Um comentário:

Pata@Jesus disse...

ès uma pessoa k ia atropelando uma velhota!!!

Nunca pensei uma coisa dessas pah!!

lool

O k vale é k tu riste-te e a senhora nao foi atropelada!

Beijos